Paiaiá, um sertão com enchentes. Enchentes de cultura; cultura “a mancheia”!

Há alguns dias, o Carlos Sílvio – um paiaiaense que faz história na cidade de São Paulo, quer no esporte quer na comunicação – Carlos Silviome tangeu uma provocação, para – palavras dele – escrever um pequeno texto, mas não mais que quinze a vinte linhas.

Era, dele, desejo de fazer leitura no programa da Rádio Conectados, onde ele brilha com intensidade, entrevistando personalidades da televisão, como o Régis Tadeu; da música – a exemplo de Carleba Castro, baiano como nós, baterista do inesquecível Raul Seixas, o “maluco beleza” e do nosso paiaiense festejado, o Penna Seixas e, por último, do Jorge Di Areal – com participação dos meus amigos Darlan Zurc (Darlan de Albino da Melancia)paiaia na conectados] e Pedro Cardoso da Costa; do jornalismo voltado ao esporte, a exemplo do Diego Viñas – grande responsável pelo crescimento do Carlos, tanto no esporte como na comunicação – ; da cultura, como Cláudia Isadora; da área jurídica como o Advogado Jamil Hassan e tantos outros de outras áreas.

Assim o fiz, mas somente até o penúltimo parágrafo do que fora publicado na rede social facebook, pois o parágrafo final ficara a seu cargo, como acertado, dado que diria sobre a participação internacional da Biblioteca do Paiaiá em evento no Canadá, próximo mês de outubro do ano corrente.

Falar ou escrever sobre o Paiaiá, pra mim, nunca foi difícil. Aliás é, em si mesmo, prazeroso e dignificante. Daí ter aceito o “desafio” deste conterrâneo e amigo.

Somos uma pequena povoação, no município de Nova Soure, Estado da Bahia, paiaia- geralcom características climáticas próprias do semiárido nordestino que, embora conviva com sérias dificuldades por escassez de chuvas, é protagonista de inundação; mas inundação cultural, o que a torna conhecida no mundo inteiro.

Denominação oriunda de um povo indígena – os Payayás – considerado desaparecido, que vivera nas terras de Jacobina, Bahia, onde nasce o rio Itapicuru, lá pelos idos do século XVI.

Já no século XX sua denominação fora alterada para São José do Paiaiá – mas nós, todos nós filhos daquela abençoada, terra o chamamos simples e carinhosamente Paiaiá. Um povoado com cerca de 600 habitantes residentes e uma enorme população flutuante.

Mas, por que enchentes de cultura?

Simples deduzir.livro de moliere

No povoado tem instalada, funcionando normalmente, a Biblioteca Maria das Neves Prado ou simplesmente Biblioteca do Paiaiá, (http://bibliotecadepaiaia.blogspot.com.br/ https://pt-br.facebook.com/biblioteca.dopaiaia) contando com um acervo de mais de 120 mil livros, mídias, etc., além de promover cursos, encontros culturais, mostras e outros tantos eventos, a exemplo da palestra proferida pelo imortal Antônio Torres (http://www.antoniotorres.com.br) nosso quase conterrâneo, em dezembro de 2014.

Explicada, pois, as enchentes – não de correntezas de águas dos rios, riachos ou chuvas, mas de cultura, cultura “a mancheia” – buscando arrimo na sábia frase do Poeta dos Escravos, Castro Alves “Oh! bendito o que semeia Livros, livros, à mancheia E manda o povo pensar.” –  cultura riquíssima e acessível, semeada por nosso Geraldo Prado e sempre à disposição de quem desejar visitar aquele Povoado e sua Biblioteca.Paiaia x Canada

No mês de outubro vindouro, a Biblioteca do Paiaiá, criada pelo professor doutor Geraldo Moreira Prado, será apresentada, virtualmente, sob a tutela do Museu da Pessoa, de São Paulo, no Encontro Internacional, a ocorrer em Montreal, no Canadá.

Tonho do Paiaiá

Compartilhando a alegria de escrever.
  • Salvador, 27 de agosto 2016

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